Como dominar o Google Flights: o guia do usuário avançado

Laura
Como dominar o Google Flights: o guia do usuário avançado
Foto de Simon Spring em Unsplash

O Google Flights é o ponto de partida padrão pra maioria dos viajantes dos EUA e do Reino Unido, e a maioria deles usa talvez um décimo dele. Digitam duas cidades e duas datas, olham o preço, e vão embora. Isso é usar uma ferramenta de pesquisa como se fosse uma máquina de refrigerante.

comparamos ele com Skyscanner, Kayak e Kiwi em outro lugar — esta é a outra parte: um passo a passo na prática dos recursos que realmente acham tarifas mais baratas. Nada disso é escondido. Só está bem à vista, atrás de botões que ninguém aperta.

Comece pela flexibilidade, não por uma data fixa

A maior economia no Google Flights vem de dizer a ele o que você não liga. Dois recursos fazem o trabalho pesado:

A grade de datas. Depois de inserir a rota, abra o seletor de datas e mude pra visão em grade. Ela mostra uma matriz de datas de ida e volta com o preço em cada célula, então as combinações baratas saltam aos olhos. Mexer a viagem em um ou dois dias pra qualquer direção corta de rotina 20 a 40% — é o motor por trás da economia de baixa temporada e dos dias mais baratos, tornado visível.

O gráfico de preços. Logo ao lado da grade, ele plota as tarifas ao longo das próximas semanas. É como você vê de relance se está olhando uma semana barata ou cara, e se os preços estão subindo ou caindo pra sua rota. Use a grade pra escolher os dias mais baratos; use o gráfico pra escolher as semanas mais baratas.

Não fixe o destino também: Explorar

Se as suas datas são folgadas e você vai pra onde for barato, o mapa Explorar é a melhor ferramenta no turismo de consumo. Defina seu aeroporto de origem, coloque datas aproximadas (ou "flexível — um fim de semana / 1 semana / 2 semanas"), e o Google pinta os preços ao vivo num mapa-múndi. Navegue pelo mapa e você está lendo o custo real de ir pra algum lugar em vez do custo de ir pra um lugar só.

Isso é viagem indiferente ao destino na prática, e inverte a lógica de sempre: em vez de escolher um lugar e caçar tarifa, você lê as tarifas e deixa a barata escolher o lugar. É também o jeito mais rápido de achar um fim de semana barato que você nunca teria pensado em pesquisar.

Amplie os aeroportos: "próximos" e adicionar uma escala

Dois botões expandem suas opções discretamente:

  • Incluir aeroportos próximos. Na caixa de aeroporto, o Google oferece alternativas próximas (ex.: todos os aeroportos da região de Nova York ou Londres de uma vez). Sair pelo aeroporto secundário pode ser bem mais barato — só calcule o transporte terrestre pra chegar lá antes de fechar.
  • Filtro de escalas. Forçar "sem escala" esconde tarifas mais baratas com uma parada; permitir uma escala costuma destravá-las. Se a troca é uma conexão, só garanta que você entendeu se é uma conexão protegida ou um self-transfer pelo qual você é responsável.

Monte viagens mais espertas: multidestino e open-jaw

Mude o tipo de viagem pra multidestino e você consegue montar itinerários que uma busca simples de ida e volta nunca vai te mostrar. O mais útil é o open-jaw: voar pra uma cidade e voltar de outra, sem refazer caminho. Chegar em Roma e sair de Veneza pode custar o mesmo que uma ida e volta a Roma, economizando um trecho de retorno que você nunca quis voar. O multidestino também é como você precifica uma escala proposital ou encadeia dois trechos baratos numa só viagem.

Leia a tarifa antes de comemorar

Um número baixo não é a história toda. Antes de clicar pra ir adiante:

  • Expanda os detalhes da tarifa. O Google sinaliza a basic economy e o que ela exclui — muitas vezes sem mala de mão ou escolha de assento. O resultado "mais barato" às vezes só é barato até você adicionar uma mala.
  • Cheque a linha de "insights de preço". O Google te diz se a tarifa atual está baixa, típica ou alta pra aquela rota e datas, com base em dados históricos. É uma boa checagem de sanidade pra decidir entre comprar agora ou esperar.
  • Veja com quem você compra. O Google mostra a tarifa mas te manda pra companhia ou uma agência pra comprar. Comprar direto com a companhia geralmente vale os poucos reais a mais por uma vida mais fácil se algo mudar.

Aí pare de pesquisar — rastreie

Aqui está o recurso que transforma o Google Flights de uma busca num sistema: o botão Rastrear preços. Ligue ele numa rota (ou até num destino inteiro pelo Explorar) e o Google te manda e-mail quando a tarifa mexe. Você para de ficar atualizando e deixa ele vigiar por você.

Essa é a mesma lógica por trás de um alerta de preço de passagem dedicado: a tarifa mais barata raramente aparece no momento em que você por acaso olha, então você deixa uma vigia e reage quando ela cai. O rastreamento do Google é excelente pra uma viagem específica que você já está planejando. Onde ele é mais fraco é em fazer surgir promoções que você não estava procurando — a tarifa errada surpresa três cabines acima do seu orçamento — que é onde um serviço de alerta de promoção como a Flyozo ganha seu lugar ao lado dele. Use os dois: o Google pra pesquisar a viagem que você já decidiu, um serviço de alerta pra pegar a viagem que você nem sabia que era possível.

A rotina de 30 segundos

Da próxima vez, faça isso em vez de digitar duas datas e desistir:

  1. Insira a rota, abra a grade de datas — ache os dias baratos.
  2. Dê uma olhada no gráfico de preços — semana barata ou cara?
  3. Ative aeroportos próximos e 1 escala — veja se o preço cai.
  4. Flexível? Abra o Explorar e deixe o mapa escolher o destino.
  5. Achou uma boa mas não está pronto? Rastreie os preços e vá embora.

A mesma ferramenta que todo mundo já tem aberta. A diferença é se você a trata como uma caixa pra digitar ou como o instrumento de pesquisa de preço que ela realmente é.

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